ainda não sei
Desde a infância a vida não foi lá muito fácil, não foi dócil, não foi justa, e entre incontáveis surras e humiliações me tornava cada vez mais temperado. Sim, temperado, como o metal, forte por fora, me tornei forte, aprendi a lutar. Apanhava de grupos, mas depois buscava cada um deles e ava obtrico sozinho, de igual para igual. Em uma fase da vida, isso tomou proporções bem maior do que eu poderia controlar, dar conta, ou mesmo né proteger. Até me justificava, mas eu era o velho bastardo odiadiado sem pai nem mãe, e ao extremo um dia apelei. Cortei 5 num único goloende faca, numa época que as coisas se resolviam com a velha honra duvidosa. Fui pra casa, escondi minha faca, a qual tenho até hoje, mandei 5 para o hospital, e apenas esperero a polícia que nunca chegou. Tudo foi abafado. Os maiores brigões da cidade tiveram sua honra ferida a tal ponto qee não quiseram mais brigar. Ei só tinha 14 anos, e carregava o peso de uma vida inteira nas costas. Sem orientação, apenas violência passiva, psicológica e física.
Eu tinha 13 anos quando conheci minha mãe. 10 anos depois de meu paonsaor de casa me levando consigo após muita violência doméstica. Mas apesar de 13 anos, eu já tinha valores e princípios. Eu já sabia encarar a verdade e lidar com a mentira que visou e conseguiu por 13 anos me alienar. Mas com 13 anos no verão de 1989, eu criei coragem e fui atrás de saber a verdade por parte da minha mãe. E ela me demonstrou, sem falar muito, que, havia na minha história mais mentiras cijmngativas do que verdades estáveis "pelo meu bem". Eu tive a coragem de engolir o orgulho, pois eu lembrava da violência por parte dela até meus 3 anos e pouco. E ao longo do tempo, entendi dentro da minha limitação da época, que, conviver com minha mãe poderia ser muito diferente do que minhas tias e avó, diziam.
O mais importante a mencionar. Meu pai nunca se opoz, apesar de não concordar com minha aproximação e convivência com minha mãe, irmão e padrasto, e só 30 anos depois entendi isso.
Hoje,me deparo com uma situação de vida tão emaranhada como a da quela época. Parece que algumas pessoas não nascem para conquistar a dignidade, o sucesso, ou mesmo a paz.
Por mais que eu tente, qualquer tentativa e sem sentido, e na havendo sentido, a tentativa é inútil. Já desisti da vida um incontável número de vezes. Pois sou aquele espalafetalho que tromba em tudo como quem tromba nas coisas da vida, e tudo faz parecer que tudo que toco estrago, tudo que tento sou excluído.
Hoje entendi, sozinho não não é e nunca foi a melhor escolha, mas sozinho, não me permito ser afetado diretamente por ninguém. Escolhi um retiro, onde produzir, nesse período, não pode ser considerado importante, pois, ainda vago em busca de mim mesmo. E me vejo aqui, exatamente como me via a 35 anos atrás. Sozinho, reservado, seletivo. Não contava com a indisposição física e mental, ou mesmo com o fato de preferir não interagir mais com gente. Permito uma aproximação de um seleto grupo, e no mais, por auto proteção, prefiro não socializar, fora o fato de que sou incapaz de memorizar nomes, rostos, números etc...
A vida realmente não foi lá muito justa. Aí dizem que tudo e consequência de nossas escolhas, mas, eu já não defendo mais essa afirmativa como uma regra, antes meras possibilidades.
A vida e totalmente cruel e imparcial, inconsciente, ela não tem dó, não tem zelo, e os que demoram a aprender isso são os que mais sofrem. Não existe a bondade, apenas pessoas sendo aceitáveis coletivamente tendoncono base um código de ética e moral.
Muitos acabam estrapolando, e desrespeitam os espaços e os esforços alheios, e a vida não dá a menor menção ou consideração a isso. Não existe ato algum da vida em funcão de equilíbrio, antes, pessoas em busca dele, que, facilmente por consolo indireto vinculam conscientemente coisas a fatos e tomam isso como "justiça" de um tipo de deus.
Não existe vida em busca de justiça, apenas pessoas em busca dela, e a grande maioria sequer faz algo em prol, apenas espera o acaso ocorrer e vincula. Da mesma forma, não existe um deus que se importe com qualquer coisa, antes pessoas iludidas com tal crença.
Tento tanto não ser o iludido, antes o realista. Mas hoje, me vejo em dificuldade de fazer escolhas por temer os resultados delas, pois indiferente da escolha, o resultado vai ser diferente da real expectativa para pessoas como eu. Me vejo fugindo de mim mesmo, das consequências dos erros que permiti tomarem por mim, escolhas que fiz por não fazer.
Carrego no meu bolso a eutanásia.
E muitas vezes olhei frente a frente em seus olhos e não sei dizer o por que de não ter ido com ela ao nada absoluto.
Não tenho nenhuma motivação para seguir em frente, bem para fazer outras escolhas. Nem para buscar acúmulo de coisas que não fazem nenhuma diferença estando onde e como estou hoje.
Tenho alguém comigo, que as vezes me estende a mão. Juntos seguimos dois anos de aventuras e buscas de nós mesmos em lugares que esperavamos estarmos, mas nós deparamos com o grande espelho da vida, e nas costas, refletidos todos os pesos, bagagens, medos e erros que estavam todo o tempo na nossa bagagem pessoal. Erramos, acertamos, erramos e acertamos, e entre erros e acertos a vida segue sem nenhum sentido, e me dar por conta, estou novamente segurando a mão da eutanásia.
Difícil andar pelo mundo que, onde tudo e diferente, aqui dentro, tudo se mantém igual. As pessoas nos referiram por sermos complexas demais, as pessoas nos leva pela não até o penhasco e nos dizem para pular, nós dão as costas, e voltam para suas vidinhas emoldurada.
Venha andando por esse caminho já a muitos anos. Sei que não demira cederei ao convite já quase irrecusável da eutanásia que carrego comigo, a mais de 11 anos. Até me permiti fazer planos para um futuro incerto, para tentar dar um sentido mínimo a vida, mas nada consegui além de poucos paços com a ajuda de minha companheira.
Não tenho nenhuma perspectiva. Não tenho mais sonhos, não tenho mais o valor que já tive pela vida. Me vejo cada vez mais embrenhado entre histórias e estórias que me empurram para cada vez mais fundo na montanha do meu próprio mundo sem ninguém para me atingir. Ainda assim, não só invulnerável. Recebi centenas de Ameaças de norte para fixar longe da minha única filha. Para não me defender de processos que só venediciava o outro lado, e no fim, a maldade eleva daquela gente, apenas emaranhou ainda mais a única coisa que me mantém de pé pela esperança de dias melhores.
Considerando o grau máximo de alienação parental sofrido pela mi ha única filha, somado o besteirol mentecapto da ideologia religiosa hipócrita imposta a ela sem lhe dar escolhas, não acredito que algum dia nos voltaremos a nos ver.
Isso e um martírio. Pois parei naquela sexta feira que ela foi tirada de mim.
Tenho uma família da qual qualquer vilão sentirianinveja, pois, poncintande informações deatrocidas todos né deram as costas, ninguém, ninguém, ninguém se poz no meu lugar, e apenas seguiram suas vidas. Espero que algum dias eles tenham perdas como as que tive e quem sabe lembrem de mim.
Outra dia, vieram para mim com a velha filosofia barata de que, "todos são mais com você, ou e você que exclui todo mundo"?. Pois bem. Sim, eu exclui todo mundo. Todos os que falaram pelas minhas costas. Todos os que apoiaram o lado errado de uma só verdade. Todos os que me fizeram mal e me deram as costas. Sou apenas uma pessoa sozinha, sem bens materiais a oferecer e isso incerra a conversa. Por fim, os medicamentos me derrubam, mas não amenizam o aperto no peito, a angústia, o ódio e senso de injustiça. E muito provável que eu e a eutanásia partamos para o mundo que a dor nunca mais há de existir.
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