Aquele que não pode ser acolhido
Tem dias que não sei bem se o sol está nascendo ou já se pondo outra vez.
Diga ia que, muitos dias dos meus dias isso acontece, pois, em grande parte dos momentos, isso já importa. Acordo e durmo, e durante o intervalo entre um momento e outro, nada mais faço além de meramente existir.
As vezes ouço alguma música, assisto algum vídeo, trabalho quando há trabalho, me alimento do básico disponível, e apenas esgoto mais um dia por entre os dedos.
Até me questiono, só isso? Mas não pode esperar nada de quem não espera nada..na se pode acolher quem não pode ser acolhido. Não se pode esperar de quem nada visa ou oferece.
As vezes, até me leemito divagar, porém, jamais voltei a me permitir planejar. Planejar é para quem tem propósitos e espera que a vida lhe dê frutas Lara fazer geleia, porém, eu, comi tanta geleia que geleia alguma me apetece.
Gosto desse vazio, cuja razão já não se faz necessário.
Gosto da solitude que hoje é plena.
A algum tempo venho trabalhando em um velho barco. E entendi que, ao longo de todono meu tempo, vivi entre sonhos alheios sem nunca me permitir sonhar, e quando me permiti, mendeparei com a realidade, que, nada condiz com sonho algum.
A vida não se importou em mentirar, saquear, usurpar. E me deixou com toda essa vida ainda pela frente.
Meus dias, indiferentes ao tempo que sequer considero, são dias sem metas, sem ambições, sem mais angústias em busca dos dias que nunca chegam, cuja a culpa, também seja sem.
quando eu olho para frente, vejo a necoa, não me e possível visualizar futuro além dela. E entendi perfeitamente que n todos podem ser acolhidos.
Dou dez paços a frente, e se der dez paços a traz, vejo a terra firme , posso até pisar, paupar, sentir, mas, mesmo na terra firme, não vejo mais que os próximos dez paços. Entendo perfeitamente, não posso abraçar o mundo, não posso resgatar os perdidos, nem mesmo posso andar mais do que meros dez paços de cada vez. Me viro às costas a terra firme, e conto doze paços na direção da água. Ei não vejo o fundo, pois a Nevoa reflete na água, e me resta alguns paços a frente. Ando até o fim, antes dos doze paços, embarco minha canoa sem âncora e sem vela, e apenas me empurro dentro dela, usando a base do fim do deck. Conto até dez, e já não vejo mais o deck. E entendo, que, nem sempre podemos ter um norte. Olho para cima, e percebi o céu em seu poente.. a névoa me permitiu ver o clarão, mas não é possível ver o frande deus, o astro celsfe majoritário. E lembrei, nem sempre podemos ter um norte. peguei então um dos remos, e remei doze vezes.
E meu barco sem âncora e sem velas navegou por entre a névoa, e, agora, via a água abaixo, ciente da profundeza de um lado esquecido, e apenas deixe minha canoa derivar, e derivar, até a noite alçar sobra toda aquela névoa.
Pouco importa meus 48 anos, minhas perdas e minhas aventuras. Pouco importava ali tudo o que aprendi e tudo o que a própria vida em carne e osso me ensinara.
Ali, apenas flutuando naquela névoa, respirando o ar úmido e agradável, todo o meu conhecimento colecionado de nada valia.
Em algum momento, até senti uma brisa que, por um momento me fez arrepiar. Me senti vivo atravéz de um arrepio. Remei mais dez vezes, e ouvia grilos e sapos distantes nas margens, cuja som de seus ruidos se difundida nas partículas da névoa fazendo parecer que estavam em todos os lados.
Por alguns momentos, ouvi ondas arrebentando em alguma praia qualquer, mas o balanço da minha canoa me provava que que eu estava a deriva nas águas calmas do mar de inverno.
Não vi passar o tempo que levei para sair do lago e chegar ao mar, e ainda estava em meio a toda aquela névoa. Senti paz, senti ódio..senti rancor e senti angústia. Senti o cheiro dosnsonhoea de outras épocas, e vivi cheiro da realidade. Eu não vou tentar. Eu vou navegar no meu barco sem âncora e sem vela até ele afundar. E quando ele afundar, eu há de derivar com ele, e eu há de naufragar com ele, pois, através de tanta névoa, a muito tempo não vejo o porto sefuro.
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