O abismo

Texto escrito por Renata, Dolores e Marci Fonseca.
As vezes, precisamos sim aceitar a realidade , deixar de ser relutante, e apenas aceitar nosso "destino". As vezes, o abismo pode ser tão inevitável quanto o melhor lugar para se estar , em uma escolha de retidão. Nem todo abismo a escuro, como nos dizem os mitos, antes, um lugar necessário após uma auto desconstrução. 
Se olharmos apenas para cima, só veremos a grandiosidade das pedras, e a mais inatingível superfície. 
Eu deixei de relutar, e abracei o abismo em toda sua profundidade, que , em momentos parecia até não ter um fim. Mas, sim, o fim, o fundo chegou. E foi nele que quesrionei todos os meus valores, todas as minhas crenças , todas as minhas virtudes e meus defeitos. Foi nele que encontrei o maior espelho que a vida já mostrou , e esse espelho? Um rio de águas puras, cristalinas, onde podia saciar minha cede, e lavar minha alma, tirando dela todas as coisas que não me cabiam mais. 
Foi nessa águas que vi meu orgulho e meu ego sucumbir a nada. Vi minhas dores, vi todas aquelas feridas. Vi nele, as cicatrizes que também já foram dores em outras épocas, e cada uma delas me arremtia a alguma grande e necessária lição que, talvez, não fosse compreendida, cabível na época.
Hoje, não sou o dono da razão. Nem mesmo o dono das minhas próprias razões, mas , das consequências de cada uma de escolhas, dessas, sim, eu sou o único responsável. Cabe a mim entender essa culpa. E cabe a mim encontrar o melhor caminho para as deixar para trás, mas sem as perder de vista para não mais as ter novamente...
Estando aqui, nessa profundeza que nem sabia ser possível haver denteonde minha própria alma, apenas não me permitinparae de andar...
Havia aquele rio, e ali, sim, era lindo, era seguro, mas ainda era o abismo. E eu sabia que, não havia chegado ali por desistência, mas sim, pelo caminho que me levou até ali.
Nem sempre o lugar é o propósito, antes, o caminho e as lições que ele nos proporciona. 
E aqui estou, a la já esrive, a ali já estive, e para lá que sei que devo seguir, e não devolta ao topo, mas na direção do vale.

Eu já conheço o que já no topo daquele abismo, e isso não condiz mais com o que toda essa trajetória me tornou.

Eu não sei o que já depois. Mas entendo que não a desistência nunca foi uma opção, e andar, nesse momento, é seguir o caminho do desconhecido em busca de novos Horizontes. Ententendo que não é o lugar, não é o desconhecido, e nem mesmo pelo que disseram os outros. São minhas escolhas. Desde o recomeço, ao caminho que me encorajo a seguir.
se tenho disposição , a escuridão da noite, etapenas um detalhe, e nesse novo patamar , até nela encontrei a beleza motivadora essencial.

Nem mesmo a escuridão continua a assustar quem busca por determinação o caminho certo. Não se trata de um caminho em si, mas das escolhas e das bases de valores que adquirimos para escolher um caminho e apenas seguir em frente . Nunca foi o caminho einka entendi, mas escolhas em sua trajetória .
São elas que determinam o que vira após a próxima elevação, a próxima curva, a próxima clareira.
Dellosnqie entendi que até o inverno mais frio é seguido pela primavera de regeneração, jamais terei novamente o medo de andar até a próxima etapa.
Depois que entendi  que minha própria companhia pode sim ser a única necessária, nunca mais andei sozinho, antes, em plena solitude.
Aa vezes, sim, me sinto exausto, se baixo a cabeça, não mais precisa significar que aqueles que deixei pra trás estavam minimante certos quando diziam que eu não era capaz. Eu não preciso ser capaz mediante os ladrões morais mínimos deles, apenas aos meus próprios parâmetros e princípios.
Eu não desisti até aqui, eu não sei explicar a força nem a resiliência, mas eu estou de pé, eu não cedi, eu não me ajoelhei, e ainda estou andando sob minhas próprias escolhas.
e quando se sabe onde está, não sentimos mais medo. Não há mais apego, não há mais espectativas, não há mas ego. Não preciso de um propósito que, nos parâmetros comuns, nunca são suficientes. 
Nunca foi por meta alguma, pois aprendi a sentir o cheiro do ar puro e o gosto da água cristalina.

Me esforço para não cair, e se cair, me esforço para levantar. 
Cheguei até aqui, e não pretendo desistir dessa jornada onde, o desconhecido se tornou mais valoroso que a segurança que me limitou e só me trouxe dor. Não preciso mais ser um colecionador de coisas , antes, de experiências que me tornam hoje melhor do que consegui ser ontem. E as lições que discernem em mim, embasam as minhas próximas escolhas, sem esperar nada, apenas viver, respirar o ar, e sentir o gosto da água. 
E que minhas escolhas sejam as melhores que eu possa tomar, e que os caminhos que elas me reservem, sejam os melhores que eu possa trilhar, adquirindo nas experiências deles, os melhores padrões pessoais. Que eu saiba deixar pra trás o que nunca né pertenceu, e o que já nao me cabe apegar.
que cada amanhecer seja a continuação do melhor caminho, da melhor escolha ,e cada entardecer, me proporcione a melhor noite, o melhor descanso, com uma mente leve, a consciência limpa, e a certeza de que "arrependimento", jamais voltará a ser um fardo, antes, algo cessado, pertencente a um lugar distante, registrado em alguma página de um livro que já não é mais.
Não existe glória, não existe ideal , não existe propósito. E só quem entende isso, consegue sentir a leveza que a paz proporciona. 
As feridas já são quase toda cicatrizes. As cicatrizes lornsia vez, já são quase toda meras marcas do passado que já não importam, já não influenciam, já não dóem.
que tudo que eu consiga ver a minha própria volta, seja apenas a minha própria história. Com minhas propostas escolhas, e que os lugares que eu conquiste , sejam apenas minhas próprias glórias.


 

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