mais uma dolorosa despedida

Texto elaborado por Márcio Fonseca, e todos os demais que jabit em mim.
Marci, Agnes Dolores, Samara, Renata Meide e Samael.


Dia 10 é uma data importante para pessoas comuns. Um direito negado a mim.
Esse, por obséquio, se torna mais uma data que permanecerá marcada na alma da minha própria história. Meu fiel companheiro de tantos anos e quilômetros partiu. 
Ele estava doente, não reagia ao tratamento. Me senti responsável e culpado pois , escolhas erradas me mantiveram preso a uma situação limitante, situação essa que não me permitiu dar a devida atenção. 
Em fim, na vinda a fortaleza no último domingo, ele veio a me deixar. Andando, viajando como gostava, porém, sem o devido conforto digno que ele merecia. 
E difícil saber que como outros dois filhos nunca mais o verei também. 
A velha dor da perda e impotência vem a tona com sua imparcialidade, brutalidade e crueldade.
A vida, hoje, entendo. Se resume a desafios onde a dor sempre será inevitável. 
Qualquer tipo de apego certamente resultará na dor da perda em algum momento, e, mesmo que tentamos nos preparar para tal, isso nunca é conquistado e a dor sempre se repete, sempre persiste e prevalece na nos influenciar.
Incrível voltar a sentir a mesma dor de outras perdas também insuperáveis, que jamais deixarão de parederem recentes.

Eu entendo que a vida precisa continuar. Mas perder sempre as coisas  mais  importantes para nós, sem termos direito a nenhum controle sobre isso, realmente decepaiona, nos faz desabar.
Me faz pensar. Qual o sentido disso tudo?
Somos postos sem escolha a uma vida, por conta de seres irresponsável que nos trazem a ela, sem consentimento algum. Por suas próprias irresponsabilidades, caprichos e egoismo. 
Somos postos a prova o tempo todo sem nenhum sentido. 
A grande maioria vive uma vida apoiada em mentiras, pois não são capazes de viver a verdade, a realidade é pesada demais sobre suas vidas , e preferem agarrar-se a ilusões diversas que tragam algum amparo, mesmo que surreal.

Vou sentir falta de mais essa criança mimada, protetora e carente, como a tempos incontáveis também sinto dos outros dois que também se foram 
A vida se reúne a isso. Momentos de felicidade entre histórias inteiras de batalhas cotidianas para apenas, sempre,  seguir em frente.
Já tive outras perdas..mas nada se compara a essa três .
Mas, é assim. Somos os seres humanos que somos. Somos biologicamente programados para termos apegos e afetos. Cada um trás consigo sua própria história, que, nem sempre condiz com nossas expectativas mínimas, mas, a vida é o resumo do que conquistamos com o que trazemos de nossa infâncias e demais experiências. 
É um constante pagamento por escolhas mal feitas ou consequências de escolhas que não foram nossas, mas, nos Foi imposta à necessidade de apenas aceitar. E, mesmo não aceitando, pela simples esperança de continuarmos a seguir em frente, aprendemos a coexistir com dores que jamais cessarão.
Seguir em frente se resume a colecionar experiências. Sejam elas fartas colheitas ou a mera sobrevivência em momentos mais escuros.
Sim. Eu sobtecivo , ou ao menos é o que resta de mim como ser humano persiste, que precisei aprende a ser, ciente da constante necessidade em me proteger, em não dar mais margem a escolhas erradas que já sabemos onde irá acabar e o que nos fará sentir.
Humanos vazios seguem em frente, se auto protegendo das possíveis consequências de possíveis escolhas . Aprendemos a escolher com base em todo o sofrimento que essa vida nós impõe.
A vida pode ser uma maldição. Mas poucos atingem lucidez suficiente para entende isso.
Manter o equilíbrio só se torna possível depois de compreende isso e não mais fantasiar sonhos e conquistas vazias, motivada pelo ego e pelo egocentrismo pessoal, incentivado por parâmetros morais duvidosos, falsos, superficiais.
Hoje eu entendo. E quanto mais compreendo, mais me afasto de todos que possam trazer o sofrimento inevitáve. 
Existir , hoje, vejo como uma condenação a viver esse todo que contesto. Príncipalmete nas consequências de escolhas primordiais que não foram nossas, desde o momento que nascemos pelas mãos da irresponsabilidade e caprichos que não nos deram escolha.


Entendo hoje que solitude é a maior riquesa que podemoa vir a conquistar, pois, a partir dela, as escolhas que fazemos são melhor embasadas, e o que vier, na coexiatencoa social, se torna lucro.
Vamos em frente. Agora sem mais novos apegos. E vivamos nossas vidas até o final, sem pouco importar a pleniturlde ou não.


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