O fracasso na vida.
Para quem tem uma história de vida complexa como a minha, as chances de ser bem sucedido na vida, são mínimas. Sendo disléxico e tendo distúrbios de atenção, a escola pra mim foi uma tragédia. Soma a isso os traumas da imposição da minha tia que desde a primeira seria até a quarta, me obrigava a estudar sem nenhum momento de laser. Era estudos e serviços domésticos desde os seis anos de idade. Isso me marcou, me tornou com uma personalidade extremamente rebelde. Eu não aceita aquela vida, pois via meus colegas felizes com seus país, e eu vivia um inferno de desafetos, ódio e intrigas familiares. Minha família toda era desestruturada. Nunca houve qualquer demonstração de afeto, antes, a violência exposta em palavras e agressões físicas morais e psicológicas. Impossível se tornar uma pessoa bem sucedida com tantas âncoras emocionais. Eu visava apenas a felicidade, e no meu entendimento só teria isso quando pudesse me afastar de toda aquela gente que me fazia mal de todas as formas. Com dezesseis anos, fui morar com minha mãe. Meu pai havia casado novamente com uma bruxa, e eu estava totalmente desamparado, visto que eu jamais fui bem vindo por aquela gente. Não havia espaço pra mim na casa deles. Sem contar as intrigas, e brigas constantes entre eles por motivo de heranças e desavenças. Eu não queria fazer parte daquilo. Via meus primos se afundarem em drogas e bebedeiras, e eu optava por me isolar cada vez mais. Em fim, na casa da minha mãe de apenas dois quartos, sendo que ela tinha uma.loja de roupas no cômodo da frente. Eu dividia o quarto com meu irmão. Dormia na parte de cima da beliche. Minha madrasta desincentivava o estudo e dizia que um homem do meu tamanho tinha que trabalhar e não estudar. Eu tinha apenas treze anos, muitos problemas emocionais, sozinho, sofrendo todo tipo de agressão emocional e psicológica, desamparado de afeto e de qualquer interesse por quem fosse em me ouvir, me orientar, ou simplesmente conversar. Não havia ninguém... Foi nessa época, aos treze anos que finalmente conheci minha mãe, e passei a conviver mais com ela. Ela tinha um nível de vida superior do que eu levava. Tinham carro, meu irmão tinha uma bicicleta coisa que eu nunca tive. Aliás, nunca tive nenhum tipo de brinquedo ao longo de toda a infância. Eu fui discriminado, e deliberadamente excluído da família. Do mesmo modo que criavam os orcos lá no chiqueiro, assim também me criavam. Na casa da minha mãe, meu padrasto nunca me aceitou. Meu irmão também, nunca me quis lá. Eu era mais largado, bagunçado, acordava as cinco e meia da manhã para ir trabalhar, a noite eu estudava e mal tinha tempo pra mim. Lembro bem daquela época, que eu trabalhava para ter minhas coisas, já meu irmão, levantava as 9 da manhã, ia na padaria todas as manhãs e comprava pães frescos e leite para o café. Eu, as vezes, nem tinha pão para o café da manhã antes de ir trabalhar, pois eles não percebiam que era necessário. Sai muitas vezes de manhã sem ao menos o café da manhã. Só fazia a primeira refeição do dia lá no refeitório da empresa dakota no almoço, onde trabalhei por mais de dois anos. Em 1995 consegui um trabalho em uma malharia. Lá tive a primeira grande oportunidade da minha vida. Trabalhava muito, me empenhada em aprender. Em consequência conseguia um salário muito maior do que na dakota. Nessa época, minha mãe também tinha uma pequena pequena malharia. Ela caiu num golpe e perdeu muita mercadoria. Se endividou com cheque especial no banco sicredi, e levou mais de dez anos para pagar essa dívida que nunca acabava. Meu padrasto sempre foi escorado nela, não trabalhava, tinha um ponto de taxi em frente de casa mas não tinha movimento. Ao completar meus dezoito anos, eu queria comprar um carro. Passei a juntar dinheiro para isso. Mas minha mãe me pediu para ajudar a pagar aquela dívida e disse que se eu a ajudasse, depois ela me ajudava na compra do carro. Somente eu e ela trabalhávamos. Meu irmão não fazia nada e estudava a noite. Começou a trabalhar com táxi depois dos vinte anos. E todo esse tempo ficou sendo sustentado pela minha mãe assim como seu pai. Em fim, eu trabalhava dezesseis a dezoito horas por dia, ganhava cem por cento nas horas extras. Isso era muito dinheiro naquela época. E eu dei tudo para minha mãe. E o dia de comprar meu carro nunca chegou. Consegui economizar um dinheiro escondido e comprei uma moto velha sem documento, totalmente desorientado a qual perdi alguns meses depois por andar sem carteira. Fiz então minha carteira alguns meses depois, fiz horas extras na malharia o inverno inteiro e combinei com minha patroa de receber esse dinheiro acumulado no final da safra para em fim comprar minha moto, e assim o fiz. Logo, comecei a namorar, diminui minha dedicação à empresa e me sentia revoltado por ter que dar meu dinheiro para minha mãe, vendo meu irmão em casa sem trabalhar e da mesma forma meu padrasto. Num ato de rebeldia, sai de casa e fui morar com a Maiara na casa dos pais dela. Pagava uns cem reais como pensão ao pai dela, e pela primeira vez, convivi com uma família que tinha afetividade entre si. E aquilo me encantou. Provei daquele afeto e não queria mais sair daquele meio. Alguns meses depois, os pais dela foram embora para o mato grosso. E nós então alugamos uma casa. Nesse meio tempo fui demitido da malharia e passei a trabalhar em gramado em outra malharia. Eu tinha dezenove anos. E ela tinha dezesseis. Eu trabalhava de noite, de segunda a sábado. Pagava o aluguel, as contas da casa, o combustível e a prestação da moto. Já ela, só estudava a noite. Gastava todo meu dinheiro para ter minha tão sonhada liberdade e minha família. Mas tudo veio abaixo com a traição por parte da Maiara e do meu primo zizo. Maiara também mantia um caso com um primo dela e teve vários outros casos enquanto morava comigo. Ela se tornou um dos principais marcos na minha vida, desencadeando se como gatilho emocional.Eu não estava pronto para lidar com aquela situação, de perda, traição, humilhação, mentiras de quem menos eu esperava. O rompimento daquela relação sob forma humilhante desencadeou em mim uma série de bloqueios emocionais e psicológicos. Levei cerca de sete anos para superar isso, mas só consegui encerrar mesmo esse assunto por volta de 2013, quando voltei a falar e ver Mara. Nos tornamos bons amigos, e conversávamos diariamente. Nunca mais senti qualquer tipo de desejo físico sobre ela. Entre nossas conversas, ela me explicou os motivos que a levaram àquelas atitudes naquela época em que estávamos juntos. Depois disso, por fim, realmente consegui superar essa história e a influência negativa que isso tinha sobre mim.
Voltando ao assunto, fracasso, ni ano de 2000, fui morar em Londrina, fugindo da situação onde me sentia emocionalmente doente e debilitado por não conseguir superar a situação coma Maiara. Cheguei em Londrina em 23-20-2000. Lá, me deparei então com uma nova maior oportunidade da minha vida., a qual contarei na próxima postagem.
Voltando ao assunto, fracasso, ni ano de 2000, fui morar em Londrina, fugindo da situação onde me sentia emocionalmente doente e debilitado por não conseguir superar a situação coma Maiara. Cheguei em Londrina em 23-20-2000. Lá, me deparei então com uma nova maior oportunidade da minha vida., a qual contarei na próxima postagem.
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