A chegada em Londrina em 13-10-2000
Ao chegar em Londrina, logo iniciei o trabalho. Lá eu era encarregado pelas máquinas eletrônicas, nas quais, me tornei técnico em uma empresa de caxias onde trabalhei por cerca de um ano como estagiário, afim de ser treinado devidamente para um cargo desses onde houvesse necessidade. Eu me tornei muito bom naquilo, e adorava esse ramo de trabalho. Em fim, ingressei numa carreira de sucesso e tinha um futuro promissor nas minhas mãos....mas, como o ser mal preparado e desorientado que eu era, passei a fazer escolhas erradas. Cerca de um mês depois que fui morar em Londrina, recebi meu grande amigo da época, o Oldi Dros. Ele era como um irmã pra mim, éramos grandes amigos e havia muita confiança e amor fraterno na nossa relação. el passou a morar comigo. Consegui empregar ele na malharia, o ensinei com dedicação a operar as máquinas e logo se tornou meu braço direito lá dentro. Essa influência, gerou polêmica e não aceitação entre os demais funcionários da malharia, visto que essa malharia ainda operava com máquinas manuais arcaicas onde cada tecelão tinha sua máquina manual e ganhava por produção. Logo, os que demonstravam interesse eram convidados a vir trabalhar comigo, no novo setor da empresa. Eu os treinava e logo eles assumiam um dos turnos. Trabalhávamos em dois turnos de doze horas, de segunda a sábado. O novo equipamento passou a tecer malhas impossíveis de serem feitas a mão, e logo a malharia aumentou seu mercado, visto que não haviam concorrentes no norte do paraná. Os proprietários decidiram fazer um novo investimento e compraram mai suma máquina. Ganhei uma sala com vidros escuros e ar condicionado sobre o escritório, onde de lá fazia e elaborava os programas dessas máquinas e me refugiava do calor escaldante de mais de 45 graus dentro do pavilhão. A empresa pertencia a uma família de japoneses. Havia a matriarca, a dona Rosa, uma senhora educada, simpática, e logo fizemos uma boa amizade. Havia o Ivan, o filho mais velho, noivo de uma menina de classe média. Ivan vivia uma vida de extravagância, gatava muito dinheiro com festas, restaurantes caros, combustível, e sempre me levava junto para conhecer a cidade e os locais legais....Nos tornamos bons amigos e conheci um pouco da noite de Londrina com ele. Havia Lilian que era a irmã mais nova, terminando sua faculdade de administração, ela era a responsável pela administração da empresa, mas tudo passava antes pela matriarca. Havia outro irmão mais velho que nasceu com demência e estava sempre por lá, e por fim, a Lilian. Uma japonesa de trinta e tantos anos, uns dez anos a mais do que eu, porém, desde o inicio ela não saía de perto de mim. Sempre demonstrou interece em aprender mais sobre as máquinas, pediu para que eu a ensinasse a elaborar os programas em um equipamento específico para isso. Nos tornamos bons amigos, sempre conversávamos muito, e as vezes até abríamos um pouco da intimidade. Seu marido era um dos médicos cardiologistas mais respeitados do estado do Paraná, um japonês alto, encorpado que não sorria, não expressava emoções e Lilian dizia que seu casamento era frio e sem graça, pois em função de sua profissão, seu marido se tornara frio e sexualmente desinteressado. Ela me disse que sonhava em ter um filho com descendente de italiano ou de alemão para que nascesse com os olhos claros. Confesso que eu morria de vontade de me aproximar mais de Lilian, em fim ela era uma mulher linda, séxi, sempre bem vestida, independente, dentista formada tinha uma clínica e deixava fechada para se dedicar a malharia junto de sua família. Ela estava cursando uma segunda faculdade de moda estilo. Nunca aconteceu nada entre eu e Lilian.
Haviam muitas outras mulheres na produção. umas vinte talvez e logo fui me introrsando, eu me sentia bem vindo por elas, ao contrário dos colegas homens que me viam como impostor, pois diziam que eu estava lhes roubando o emprego com aquela tecnologia toda. de acordo com a chegada de uma nova máquina eletrônica, eram dispensados alguns tecelões por conta do espaço físico e também por não ser mais necessário. Em novembro desse ano, os colegas me convidaram para um churrasco numa cidade vizinha onde haviam piscinas e local de lazer. Me chamava a atenção uma morena de cabelos cacheados, longos, magra e de seios grandes. De personalidade sutil, demonstrava por sua simplicidade ser uma pessoa sofrida e esforçada. Passei entã a pedir informações sobre ela aos colegas. Logo descobri que ela já havia "ficado" com dois deles, e namorado por um tempo um desses rapazes. Me deram boas referências da moça, me falaram sobre a pobreza e o grande empenho dela em fazer diferença correndo atrás de sonhos, em busca de uma vida melhor. Vi naquele momento, que tínhamos muita coisa em comum e passei a me aproximar dela.No dia do churrasco, pedi aos colegas que a convencessem a ir comigo, meu carro era apenas para duas pessoas e ali foi minha primeira aproximação dela. Ambos e[eramos tímidos e ela me via como alguém que nunca sentiria nada por ela. Na verdade eu ainda não havia superado a Maiara, mas acreditava que meu sonho de ter uma família feliz jamais poderia ficar no esquecimento, então tratei de correr atrás do meu sonho. m algumas semanas estávamos namorando. Passei a ter problemas na malharia, senti que o Ivan, a pessoa mais influente la dentro começou a me tratar de maneira diferente. Ele me cortou privilégios, implicava com tudo, e meu amigo Oldi ao perceber logo me disse que era por conta do meu namoro com a Danielle. Eu não considerei essa possibilidade, e segui tentando conciliar trabalho e o namoro com aquela mulher esforçada que levantava as quatro e meia da manhã, pegava três ônibus para vir trabalhar, trazia uma marmitinha com arros, feijão e um ovo frito para almoçar, e ao fim do expediente caminhava por cinquenta minutos até a escola. Ao término docolégio, pegava outro ônibus e chegava em casa por volta da meia noite e meia. E então fazia seu almoço para o dia seguinte. Ela tinha um irmão mais velho, o Cristiano que na época trabalhava em serviços temporários, e duas irmãs menores. A mão não trabalhava, não fazia nada em casa, nem as refeiçoes dos filhos ela providenciava. Quando fui a primeira vez na casa de Danielle, tudo la era sujo, roupas acumuladas, em fim, um lugar nada agradável para se ficar. O pai dela nunca me olhava nos olhos, e demonstrava extremo ciúmes pela filha. Me comovia aquela vida, pois de certa me sentia na pele dela por ter vivido de forma semelhante. Era praticamente ela quem sustentava aquela família, e os demais não demonstravam menor interesse em trabalhar ou visar uma vida melhor. Os pais dela bebiam e fumavam, ela dizia que estavam separados mas moravam na mesma casa, e ascrianças mal tinham o comer. Danielle me falou que durante sua infância passaram fome, pois nem o sustento básico seus pais proporcionaram.
Alguns meses depois, descobri os motivos pelos quais meus privilégios foram cortados e a aversão por parte do Ivan, descobri que ele sustentava um caso extra conjugal com a Danielle e depois que firmei o compromisso com ela, ela não quiz mais manter esse caso com Ivan. Oldi, meu irmão e amigo de todas as horas vinha me avisando a tempos mas eu não o ouvia, então em um domigo a tarde eu pedi a ela explicações sobre isso e ela negou....Mesmo eu já sabendo a verdade, deveria ter ali mesmo encerrado aquele relacionamento, mas eu era dono de uma carência afetiva tão grande que não consegui pensar com clareza e tomar a melhor e mais correta decisão. Insisti em ficar com Danielle a assumir as consequências disso,sem ter a menor noção de quais seriam tais consequências.
Nessa mesma época, a malharia estava trocando suas máquinas eletrônicas. Largando as que eu dominava e comprando a marca concorrente, e eu optei por expressar resistência em em aprender a programação dessas novas máquinas. Foi nessa época que também recebi uma proposta de trabalho para uma terceira empresa concorrente, a qual eu teria a chance de representar na cidade de Curitiba. Isso passou a ser conveniente pra mim, poderia sair de Londrina onde estava tendo problemas, e ir para Curitiba, onde poderia trabalhar em casa e só sairia para instalar e ajustar os programas nas máquinas dos cliente......mera ilusão....Ao tomar essa decisão, eu assinei minha sentença de morte no ramo das malharias....mudei para Curitiba, Danielle largou àquela vida sofrida e foi comigo...lá começamos nossa vida realmente e era muito bom. Ela se demonstrava extremamente ciumenta, possessiva e sua imaturidade, assim como a minha, nos causava alguns desentendimentos. Eu guardava com carinho uma pasta com algumas cartinhas que recebera de raras meninas ao longo da vida, entre algumas da Maiara. Um dia ao chegar em casa ela havia queimado todos os meus textos, minhas cartinhas e tudo que me ligava as poucas boas memórias do meu passado. Me senti desrespeitado, e isso me deixou muito influenciado a depressão. Sempre tive baixa auto estima, sempre fui deprimido e isolado. Seguimos nossa vida, mas Danielle também carregava com sigo muitos traumas, e seu olhar triste refletia o meu olhar triste aos olhos um do outro. Éramos unidos e fazíamos planos para o futuro, sonhávamos como todo jovem sonha....Seis meses depois, minha estadia em Curitiba chegava ao fim. Percebi que fui usado como mera peça de marketing em uma tentativa frustrada de manter uma marca de máquinas falida no mercado. Meu chefe me demitiu sem nenhum direito trabalhista, ele apenas custeou a minha mudança de Curitiba a Nova Petrópolis na época. Minha mãe alugou uma casa pra nós e comprou um cozinha barata para que tivéssemos o mínimo de dignidade nessa nova etapa da vida. Não consegui trazer meu Miura que estava com problemas mecânicos e o deixei em uma oficina de um vizinho lá em Curitiba. Danielle, que era uma ótima remalhadeira logo conseguiu trabalho aqui, e passou a ter a principal renda da casa. Eu me vi sob as consequências das minhas escolhas, e Ivan havia denigrido minha imagem de tal modo que eu não conseguia mais emprego algum nessa aria de malharia. Depois de meses em dificuldade, um grande amigo de Caxias do Sul, o Claudio, me deu um dinheiro para me ajudar. Na época, o valor correspondia a um quarto do que eu ganhava por mês em Londrina e esses R$500,00 me ajudaram a custear o aluguel do mês, contas básicas e mantimentos. Outro amigo também dessa aria das malharias me conseguiu em emprego na cidade de caxias. A essa altura, eu já havia trocado o Miura num Bianco S, vendi o Binco e com parte do dinheiro comprei uma moto....outra vez cometi o erro de comprar uma moto sem os devidos documentos em dia....em fim, passei a ir todos os dias trabalhar em caxias onde recebia o dobro de salário se comparado ao que eu fazia aqui na minha cidade....
Haviam muitas outras mulheres na produção. umas vinte talvez e logo fui me introrsando, eu me sentia bem vindo por elas, ao contrário dos colegas homens que me viam como impostor, pois diziam que eu estava lhes roubando o emprego com aquela tecnologia toda. de acordo com a chegada de uma nova máquina eletrônica, eram dispensados alguns tecelões por conta do espaço físico e também por não ser mais necessário. Em novembro desse ano, os colegas me convidaram para um churrasco numa cidade vizinha onde haviam piscinas e local de lazer. Me chamava a atenção uma morena de cabelos cacheados, longos, magra e de seios grandes. De personalidade sutil, demonstrava por sua simplicidade ser uma pessoa sofrida e esforçada. Passei entã a pedir informações sobre ela aos colegas. Logo descobri que ela já havia "ficado" com dois deles, e namorado por um tempo um desses rapazes. Me deram boas referências da moça, me falaram sobre a pobreza e o grande empenho dela em fazer diferença correndo atrás de sonhos, em busca de uma vida melhor. Vi naquele momento, que tínhamos muita coisa em comum e passei a me aproximar dela.No dia do churrasco, pedi aos colegas que a convencessem a ir comigo, meu carro era apenas para duas pessoas e ali foi minha primeira aproximação dela. Ambos e[eramos tímidos e ela me via como alguém que nunca sentiria nada por ela. Na verdade eu ainda não havia superado a Maiara, mas acreditava que meu sonho de ter uma família feliz jamais poderia ficar no esquecimento, então tratei de correr atrás do meu sonho. m algumas semanas estávamos namorando. Passei a ter problemas na malharia, senti que o Ivan, a pessoa mais influente la dentro começou a me tratar de maneira diferente. Ele me cortou privilégios, implicava com tudo, e meu amigo Oldi ao perceber logo me disse que era por conta do meu namoro com a Danielle. Eu não considerei essa possibilidade, e segui tentando conciliar trabalho e o namoro com aquela mulher esforçada que levantava as quatro e meia da manhã, pegava três ônibus para vir trabalhar, trazia uma marmitinha com arros, feijão e um ovo frito para almoçar, e ao fim do expediente caminhava por cinquenta minutos até a escola. Ao término docolégio, pegava outro ônibus e chegava em casa por volta da meia noite e meia. E então fazia seu almoço para o dia seguinte. Ela tinha um irmão mais velho, o Cristiano que na época trabalhava em serviços temporários, e duas irmãs menores. A mão não trabalhava, não fazia nada em casa, nem as refeiçoes dos filhos ela providenciava. Quando fui a primeira vez na casa de Danielle, tudo la era sujo, roupas acumuladas, em fim, um lugar nada agradável para se ficar. O pai dela nunca me olhava nos olhos, e demonstrava extremo ciúmes pela filha. Me comovia aquela vida, pois de certa me sentia na pele dela por ter vivido de forma semelhante. Era praticamente ela quem sustentava aquela família, e os demais não demonstravam menor interesse em trabalhar ou visar uma vida melhor. Os pais dela bebiam e fumavam, ela dizia que estavam separados mas moravam na mesma casa, e ascrianças mal tinham o comer. Danielle me falou que durante sua infância passaram fome, pois nem o sustento básico seus pais proporcionaram.
Alguns meses depois, descobri os motivos pelos quais meus privilégios foram cortados e a aversão por parte do Ivan, descobri que ele sustentava um caso extra conjugal com a Danielle e depois que firmei o compromisso com ela, ela não quiz mais manter esse caso com Ivan. Oldi, meu irmão e amigo de todas as horas vinha me avisando a tempos mas eu não o ouvia, então em um domigo a tarde eu pedi a ela explicações sobre isso e ela negou....Mesmo eu já sabendo a verdade, deveria ter ali mesmo encerrado aquele relacionamento, mas eu era dono de uma carência afetiva tão grande que não consegui pensar com clareza e tomar a melhor e mais correta decisão. Insisti em ficar com Danielle a assumir as consequências disso,sem ter a menor noção de quais seriam tais consequências.
Nessa mesma época, a malharia estava trocando suas máquinas eletrônicas. Largando as que eu dominava e comprando a marca concorrente, e eu optei por expressar resistência em em aprender a programação dessas novas máquinas. Foi nessa época que também recebi uma proposta de trabalho para uma terceira empresa concorrente, a qual eu teria a chance de representar na cidade de Curitiba. Isso passou a ser conveniente pra mim, poderia sair de Londrina onde estava tendo problemas, e ir para Curitiba, onde poderia trabalhar em casa e só sairia para instalar e ajustar os programas nas máquinas dos cliente......mera ilusão....Ao tomar essa decisão, eu assinei minha sentença de morte no ramo das malharias....mudei para Curitiba, Danielle largou àquela vida sofrida e foi comigo...lá começamos nossa vida realmente e era muito bom. Ela se demonstrava extremamente ciumenta, possessiva e sua imaturidade, assim como a minha, nos causava alguns desentendimentos. Eu guardava com carinho uma pasta com algumas cartinhas que recebera de raras meninas ao longo da vida, entre algumas da Maiara. Um dia ao chegar em casa ela havia queimado todos os meus textos, minhas cartinhas e tudo que me ligava as poucas boas memórias do meu passado. Me senti desrespeitado, e isso me deixou muito influenciado a depressão. Sempre tive baixa auto estima, sempre fui deprimido e isolado. Seguimos nossa vida, mas Danielle também carregava com sigo muitos traumas, e seu olhar triste refletia o meu olhar triste aos olhos um do outro. Éramos unidos e fazíamos planos para o futuro, sonhávamos como todo jovem sonha....Seis meses depois, minha estadia em Curitiba chegava ao fim. Percebi que fui usado como mera peça de marketing em uma tentativa frustrada de manter uma marca de máquinas falida no mercado. Meu chefe me demitiu sem nenhum direito trabalhista, ele apenas custeou a minha mudança de Curitiba a Nova Petrópolis na época. Minha mãe alugou uma casa pra nós e comprou um cozinha barata para que tivéssemos o mínimo de dignidade nessa nova etapa da vida. Não consegui trazer meu Miura que estava com problemas mecânicos e o deixei em uma oficina de um vizinho lá em Curitiba. Danielle, que era uma ótima remalhadeira logo conseguiu trabalho aqui, e passou a ter a principal renda da casa. Eu me vi sob as consequências das minhas escolhas, e Ivan havia denigrido minha imagem de tal modo que eu não conseguia mais emprego algum nessa aria de malharia. Depois de meses em dificuldade, um grande amigo de Caxias do Sul, o Claudio, me deu um dinheiro para me ajudar. Na época, o valor correspondia a um quarto do que eu ganhava por mês em Londrina e esses R$500,00 me ajudaram a custear o aluguel do mês, contas básicas e mantimentos. Outro amigo também dessa aria das malharias me conseguiu em emprego na cidade de caxias. A essa altura, eu já havia trocado o Miura num Bianco S, vendi o Binco e com parte do dinheiro comprei uma moto....outra vez cometi o erro de comprar uma moto sem os devidos documentos em dia....em fim, passei a ir todos os dias trabalhar em caxias onde recebia o dobro de salário se comparado ao que eu fazia aqui na minha cidade....
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