A vida é dificíl
Todos que me conhecerem na infância tem uma breve noção da dificuldade que foi ser uma criança e um adolescente entre pessoas que não visavam afetividades e simples gentilezas como algo importante. Vindo e criado em uma família desestruturada financeiramente, desde muito cedo os maus tratos físicos e emocionais já se tornaram comuns em minha vida. Fui praticamente um rejeito, assumido e criado por avós e uma tia nada afetuosos, que assim como os animais para abate e os de estimação, como os mesmos, e com o mesmo nível da afeto e consideração éramos tratados, e assim criados...A eterna ovelha negra. Sofri todo tipo de maus tratos físicos e emocionais, psicológicos e estruturais durante toda a infância. Fui separado da minha mãe aos três anos, e lembro bem o motivo disso, logo, em uma segunda tentativa de relacionamento por parte do meu pai, nada mais tive do que ainda mais maus tratos físicos e psicológicos por conta de uma madrasta desequilibrada. Por fim, por volta dos quatro anos, depois de uma severa agressão física por parte desa madrasta, cheguei na casa dos meus avós com vários hematomas, entre ele um no olho direito causado por uma queda, a madrasta me pôs a lavar louças sobre um banquinho em uma pia dessas antigas feitas de concreto, ao derrubar e quebrar um utensílio, ela com um chinelo me acertou o rosto por trás, e com a violência do golpe caí daquele banquinho e bati com o olho no canto da pia. Depois ela me chuto no chão...eu fugi e me escondi de baixo da cama de onde ela me tirou pelos cabelos. Me segurando então, ela me bateu muito, me chutou e ao me largar eu me escondi novamente sob a cama. Ela, então com uma vassoura, passou a desferir muitos golpes e me machucou muito. Meus quatro anos certamente marcaram muito minha vida. Fiquei ali a manhã toda até meu pai chegar do trabalho por volta do meio dia e me encontrar daquele jeito. Ele me deixou ali ainda pela tarde onde fui intimidado por ela a não falar a verdade sob ameaça de novas surras. Isso aconteceu numa quarta feira. No sábado então, meu pai foi para a casa dos meus avós, e me levou, e ao me ver daquele jeito, minha tia e meus avós não me deixaram mais voltar para a casa com ele.
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