Ruminando o ódio
Hoje fazem três semanas que torci meu tornozelo. Dor física insuportávei. Preciso trabalhar independente da dor, pois a empresa está demitindo a troco de nada. Está bem difícil de administrar tantas dores junto, atualmente, uma tenosinovite na mão esquerda, já operada da síndrome do túnel do carpo. Devido ao esforço físico incompatível com minha idade onde trabalho, meu corpo já não regenera mais a tempo todas as lesões diárias. As epicondilite ambidestras, essas também judiam muito, visto que ao menor esforço os cotovelos são estimulados e os epicondilite doem. Os quatro para ser exato, e mesmo já tendo operado o direito e infiltrados três vezes assim sim sinto dores intensas. A síndrome do túnel cúbital e transposição do nervo médio, também dói, sinto os formigamentos, as dores, mas nada posso fazer senão aguentar. Logo, uma tendinite no bíceps, evoluiu para o ombro, e uma burcite no manguito rotador. Muita dor, mal consigo elevar o braço direito acima da altura do ombro, preciso de ajuda para despir o que estiver vestindo. Tenho ainda uma inflação no joelho direito, menisco, que dói muito as vezes é o pé direito sobrecarregado por mancar com o direito. Lesões nos tendões e ligamentos...Sinto dores se não usar os medicamentos, paracetanol 750 ou cadeina, mais a pregabalina 150, e o meloxican 15mlg continuo, comprometendo meus rins e fígado. Preciso fazer os exames de sangue a cada 60 dias para monitoramento. Já fazem quase cinco anos que minha filha se foi, e quase sete da morte do Guga. Ambos mortos pelas loucuras religiosas da pessoas que mais odeio a cada segundo da minha vida. Esse ódio me consome, mas também me motiva, me impulsiona, e se tornou a inspiração da minha vida. Penso nela com todo o ódio possível de ser sentido por alguém por todo o tempo que sinto dores. Agora, com essa lesão no tornozelo, as dores são constantes mesmo com toda essa medicação. Apenas alivia, mas não sessa. Estou limitado, não sei quanto tempo irei aguentar essa vida, mas me esforço muito para amanhecer um dia após o término do outro...para trabalhar, uso proteções nos joelhos, afim de não correr risco de batê-los e obter mais uma lesão, vista essa tendência natural de inflamar nervos, tendões e ligamentos. Também uso professores nos cotovelos devido aos problemas e agors no pé esquerdo, afim de limitar os movimentos, pois preciso diminuir o curso do pé para diminuir a inflamação e a dor, e dar o devido tempo para cicatrizar as pontas das lesões. E revoltante o fato de tanto sacrifício par da poder antes de tudo, pagar uma pensão alimentícia a uma filha não biológica e que ainda me e privada do convívio... Tudo na vida tem um preço, um valor, uma causa ou um motivo. Mas a maldade humana sempre se supera. Um dia, ainda não determinado, será feita a devida justiça, sem dó, sem piedade, sem escrúpulos, sem humanidade. Apenas olho por olho e dente por dente. Dividirei a dor que arrasto como uma âncora acorrentada aos ossos do meu corpo. Sim, tentei seguir meu caminho, mas a dignidade mínima não me foi respeitada. Mal deliberado causado a mim, será o mal deliberado e justo causado por mim em tempos que ainda virão....vivo ainda apenas por isso é para isso...pela justiça que me foi negada.
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